Ficha Técnica:
Direção: Damien Chazelle Roteiro: Damien Chazelle
Gênero: Musical, Romance, Comédia dramática
Elenco Principal: Ryan Gosling (Sebastian Wilder), Emma Stone (Mia Dolan), John Legend (Keith), Rosemarie DeWitt (Laura Wilder), J.K. Simmons (Bill), Finn Wittrock (Greg), Callie Hernandez (Tracy)
Duração: 128 minutos

La la Land é musical que conta a história de Mia, que é atendente em uma cafeteria, mas sonha em ser uma renomada atriz, e de Sebastian, um músico que toca a contragosto em um restaurante e faz freelance em eventos diversos, mas que sonha em ter seu próprio pub, e fazer reviver o gênero musical que verdadeira ama, o Jazz, ambos buscam a realização de seus sonhos em Los Angeles. Logo no início da trama, no inverno, a vida de Mia e Sebastian se cruzam de forma um tanto tortuosa, mas com a chegada da primavera, o desentendimento inicial se torna amor, tudo ocorre lindamente no verão, o romance, o apoio mútuo, mas quando chega o outono, a relação é colocada a prova pelas escolhas individuais, e cinco invernos depois, temos o desfecho da história, Mia e Sebastian com seus sonhos profissionais alcançados, porém, com a relação rompida, em definitivo.


Assisti “La la land” pela primeira vez no cinema, logo na sua estreia aqui no Brasil, mas confesso, com certa vergonha que sai da sessão de mal com esta obra prima, pois na época fiz parte do clube dos que gostariam que o filme tivesse acabado aos 58 minutos e 47 segundos.

Dei um tempo dele, acreditem, eu não quis muito saber sobre os 7 prêmios no Globo de Ouro, e nem mesmo os 6 Oscars, pois eu não conseguia aceitar que o sucesso profissional de Mia e Sebastian, se sobrepôs ao amor de um pelo outro.
Como que um filme de sonhadores para sonhadores termina destroçando corações?
Levei um tempo para digerir tudo que aconteceu durante o outono e o inverno, e só mais tarde aceitei que, se “La la Land” não tivesse me inquietado de tal maneira, com toda certeza, ele não teria feito tanto por mim.
Então, fizemos as pazes, pedi desculpas, e como forma de redenção da minha imaturidade, o coloquei em primeiro lugar no meu pódio de filmes de gênero musical, considerei sensato, por “La la land” ser em si um Ode a tantos outros filmes de sua mesma categoria, tais como, “Cantando na Chuva”, “Os guarda-chuvas do amor”, “Duas garotas românticas”, “Melodia da Broadway de 1940”, além de “Cinderela em Paris”, “O Balão Vermelho” e “Casablanca”.
Nossa relação de fato mudou muito, com frequência sinto saudades de assisti-lo novamente, e assim faço, para apenas contemplar…
A paleta de cores das paisagens de Los Angeles,

A música e a dança,

E as inquietações em mim.


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