Ficha Técnica:
Direção: Boaz Yakin
Roteiro: Allison Jacobs, Julia Dahl
Gênero: Comédia dramática, Romance
Elenco Principal: Brittany Murphy (Molly Gunn), Dakota Fanning (Ray Schleine), Heather Locklear (Roma Schleine), Marley Shelton (Ingrid),Donald Faison (Huey), Jesse Spencer (Neal)
Duração: 92 minutos
O segundo filme escolhido para compartilhar com vocês é “Grande menina, Pequena Mulher”.

Resumidamente, ele conta a história de Molly, uma jovem herdeira de um rock star já falecido, que tem toda sua fortuna roubada por seu administrador. Diante deste cenário, Molly se vê obrigada a trabalhar e se torna babá de Ray, uma menina de oito anos que, frente a negligência emocional que sofre, cria uma vida baseada em uma rotina extremante regrada, como forma de se sentir segura.

Este foi um filme que assisti muitas vezes na adolescência, mas somente na fase adulta consegui compreender com mais profundidade a mensagem do filme, é que quando era jovem, me atentava mais nas características próprias dos contos de fadas, apesar de Ray logo na abertura anunciar que, “alguns contos de fada são verdadeiros. Inventamos a maioria para nos ajudar a enfrentar a vida. Tudo depende do seu ponto de vista.”
Mesmo assim, meus olhos vagavam e se perdiam pelo figurino de princesa da Molly e pela decoração de seu quarto “no alto da torre”, pelo sonho de conhecer Coney Island, Central Park, de ser livre, mas também, ficavam fixos na capacidade de organização de Ray, na forma como ela conseguia seguir com sua vida, cumprindo todas as atividades por iniciativa própria, sem desistir.

Anos se passaram, cerca de 15-17, e assisti o filme novamente, esse é um exercício que gosto de fazer, pois é incrível como a experiência de vida – de uma vida vivida com olhar atento, é claro – nos presenteia com novas lentes e passamos a enxergar cada vez mais e mais.
Ao assistir “Grande Garota, Pequena Mulher”, recentemente, deixei em segundo plano o cenário repleto de privilégios que a trama se desenrola, dando mais atenção as camadas de aspecto emocional, tais como, o abandono emocional, os enfrentamentos que o processo de amadurecimento exige, o medo.
Hoje, olhando para trás, e vendo a vida como se tivesse sido um filme, posso afirmar que, com absoluta certeza fui Molly, e também, Ray. Ora permanecendo em estado de plena cegueira enquanto o mundo ao meu redor desmoronava, ora acreditando que tinha o controle de tudo.

Vivi assim por anos, oscilando nas fases da vida entre as duas, até fazê-las se odiarem, pela falta de consenso.


Fazê-las darem as mãos novamente foi uma tarefa árdua e careceu comprometimento com o desenvolvimento da minha inteligência emocional, com o movimento em busca de paz, com a organização do caos e a flexibilização da rotina.
Com o viver em equilíbrio.

Deixei aqui minha dica de filme, agora conta para mim, você já o assistiu? Se sim, como ele te tocou?

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