Aprendendo: História da Arte –  Pré-História – Paleolítico 

Bom dia! Bom dia!

Aqui estou para o dia 01 do projeto: Aprendendo História da Arte, selando o compromisso do querer e fazer, e da cadência.

E conto com seu incentivo para não arquivar o projeto no meio do caminho, por conta de qualquer outra situação que parecer mais importante do que estudar algo que gosto muito.

O curso de História da Arte ministrado pelo professor Dante, segue uma linha cronológica, o que faz para mim muito sentido, todavia ele não deixa de realizar links entre períodos e estilos diversos, com intuito de realizar reflexões interessantes, como por exemplo, ao propor a familiaridade entre o primeiro período a ser estudado, a Arte na pré-história e o hiper-realismo, por ambas não possuírem uma preocupação conceitual, apenas representação do literal e concreto.

O referido professor, muito gentilmente nos orienta a ficarmos à vontade para termos nosso período da arte favorito, porém salienta a importância de estarmos abertos para uma visão sobre o todo.

De fato, estudar Pré-História, de modo geral, nunca foi de minha preferência, porém, através das aulas pude me atualizar sobre informações adquiridas nas aulas de Educação Artística do Ensino Fundamental, (no Ensino Médio tive apenas um semestre de Artes Plásticas, pouco, muito pouco).

Dentre as nove aulas bastante detalhadas, em específico, sobre o período Paleolítico, especialmente, o Paleolítico Superior (40.000 a 10.000 a.C.) em que são encontradas obras dos seres pré-históricos, refresquei a memória ao revisitar os modos de vida nômade em clãs, e também em cavernas, quando as condições climáticas da Era Glacial assim exigiram, bem como, da utilização de instrumentos de pedra lascada e a dominação do fogo.

Como professor Dante salienta, muito do que se sabe sobre este período, tratam-se de suposições, mas é claro suposições feitas por especialistas a partir de evidências encontradas ao longo dos anos, mas dentre estas suposições, considerei muito interessante o ato do caçador pré-histórico realizar o desenho nas paredes e tetos das cavernas num processo similar ao de um mago que, acredita que, a ação de desenhar um determinado animal sendo caçado, significava ter poder sobre a alma do animal, e por isso, ter o poder de detê-lo. Tanto professor Dante, quanto Gombrich, analisam o fato sobre o viés da magia, mas fiquei pensando ao reportar tal ação para os dias atuais, se não seria ela algo próximo ao exercício de projeção, ou da elaboração de um vision board? Será?

Caverna de Lascaux na França

Continuando, uma informação que foi desconstruída em mim, foi o fato de que, as pinturas que possuem a coloração vermelha não foram feitas com sangue de animais, mas sim, de pigmentos obtidos a partir de minerais, pois o processo de oxidação do sangue faz com que a pintura possua um tom mais de marrom.

Sabe-se que, o homem mais desenvolvido desta época, viveu ao que corresponde na atualidade a Europa, a partir da análise das produções encontradas, mais especificamente, nas seguintes localidades:

  • Caverna de Lascaux na França – foi descoberta em 1940 e aberta ao público em 1948, porém fechou em 1963, por conta do processo de deteriorização das pinturas através da produção de fungos através do dióxido de carbono, visto que a caverna recebia 1.200 pessoas por dia. A caverna possui pinturas que foram realizadas cerca de 20.000 a 17.000 a. C.;
  • Caverna de Altamira na Espanha – é considerada a “Capela Sistina” da Pré-história devido a grande quantidade de pinturas no teto, foi descoberta em 1890, mas atualmente apenas estudiosos, cientistas podem visita-la, nela foram encontradas pinturas que correspondem aproximadamente as anos de 18.000 a 10.000 a.C.;
  • Caverna de Chauvet na França – foi descoberta em 1994 e possui as pinturas mais antigas do mundo, das quais foram realizadas entre 40.000 e 28.000 a.C.;
  • Caverna de Trois-Frères na França – possui pinturas que datam cerca de 15.000 a.C, sendo que, uma delas é conhecida como ö feiticeiro”;
  • Caverna de Pech Merle, também na França – foi descoberta em 1922 por volta de 25.000 a.C..

Dois fatos que considerei muito curiosos e interessantes, dizem respeito ao fato de terem encontrado impressões negativas das mãos na Caverna de Altamira, que foram feitas com uma espécie de borrifador que foi desenvolvido pelo homem das cavernas, seria ele o princípio da pistola de pintura de pressão? E também, com as representações de cavalos malhados na caverna de Pech Merle.

Professor Dante ressalta que, o homem desta época, pré-histórica, não possuía a crença em deuses, pois não era desenvolvido o suficiente para criar a ideia de Deus, porém havia uma espécie de adoração à mulher devido sua capacidade de gerar um novo ser e poder aumentar o clã ao qual pertencia. A representação dessas mulheres é comumente denominada com Vênus, sendo a de Willendorf produzida cerca de 23.000 a.C. na Áustria, e que atualmente encontra-se em Viena, a produção histórica mais importante já encontrada.

Ao focar elucidações sobre a arte pré-histórica no Brasil, professor Dante destaca que, as produções aqui encontradas não entram no panorama mundial, pois são muito recentes, mas nos deixa o convite para conhecermos o Parque Nacional da Serra da Capivara e o Parque Nacional do Catimbau.

Por hoje é isso, na próxima quarta-feira retorno com as novidades que tenho aprendido.

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