Escrevendo mais tarde hoje, pois fomos ao Brás, e foi simplesmente incrível, eu amei tanto, sou uma pessoa absurdamente empolgada com comércio varejista. É muito prazeroso para mim, entrar nas lojas, olhar cada um dos corredores, das prateleiras, não necessariamente eu preciso comprar algo, mas desta vez compramos. Fomos repor artigos de casa, que se perderam com o tempo, com o uso.
Fiquei um pouco entristecida com o processo de esvaziamento das lojas, muito, em decorrência do grande avanço dos marketplaces.
Andamos tanto naquele Brás, foram quase 17 mil passos, mais de 10km.
Fomos ao Busca Busca, influenciados pelos vídeos da “D. Zoana”, mas a distribuição confusa dos produtos nos fez desistir rápido do passeio por ali. Em seguida, fomos para o Armarinhos Fernando (que todo mundo chama de Fernandes, inclusive eu), Comercial Gomes e Du Chapéu, e nessas lojas foi só alegria.
Retornamos para a casa e trem-metrô, por volta das 16h, horário de fechamento das lojas e a estação estava absurdamente lotada e nós carregados de sacolas pesadíssimas.
As filas para passar em uma das 12 catracas estavam na entrada da estação, mas nem por isso havia empurra-empurra, ou qualquer tipo de tumulto. O povo que verdadeiramente faz São Paulo girar carrega consigo educação, cansaço e uma tristeza no olhar. Andam sempre em fila, sem muito falar. Há muita vontade de vencer, mas pensando bem, já não se sabe mais o que, pois o ritmo, o passo, o horário, o maquinário, tornaram-se um espiral hipnótico, preto e branco.
Cinza.
E assim, a vida passa, segue e repete, no compasso que os donos da festa, da cidade, permitem, autorizam, mandam.
Me comovo por todos, mas sei que, a cortina de fumaça e poeira, propositalmente mantida, é difícil de ser vencida.
A vida é muito dura em SP.
Bem, mudando o assunto, ontem fiquei muito feliz que enquanto almoçávamos, garotas acenaram e sorriram para mim, queridas, amei tanto.


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