A Páscoa chegou.
Tive um sonho, na noite passada, que me parece ser explicativo.
A lanterna já está na mão, então lá vou eu para o porão.
Sonhei que uma parente próxima sempre andava acompanhada por duas pessoas, um homem idoso alcoólatra e uma mulher corpulenta de seios fartos que, possuía uma cobra enroscada no pescoço, adquirida pelo hábito de falar mal dos outros e por induzir terceiros em fazer o mal.
Os três andavam juntos por pura afinidade.
No sonho, eu tinha aproximadamente 14 anos, ainda não conhecia o Gui, e a referida parente estava cada vez mais possuída, frenética e fragmentada junto aos seus dois “companheiros de caminhada”.
Eu, atordoada com o que via, fui buscar auxílio e abrigo na casa de um casal, também meus parentes, e avisei que a situação estava piorando muito.
Isso foi o sonho.
Na vida real, nessa época, eu recém havia ingressado no IFSC e estava muito difícil acompanhar a turma, eu não tinha paz e apoio.
Lidar com a ira de tal parente, era algo certo na minha rotina diária. Foi quando ela começou a ter uma espécie de “crise”, e ficava agonizando por três dias.
Diante da situação, tivemos que nos mudar para a casa do casal que sempre me auxiliava. Foi um pequeno, porém, necessário respiro para mim, esse abrigo, pois pude colocar os estudos em dia.
Bem, em contrapartida, ontem fomos ao mercado Santa Luzia, e que espetáculo de lugar. Na entrada, encontramos a Astrid Fontenelle, engraçado que não é raro isso acontecer.
Em seguida, foi um festival de “uau”, tamanha era nossa surpresa diante de tanta variedade de alimentos vindos de todos os cantos do mundo.
Foi tão legal, mas tão legal, que nos empolgamos e compramos muitas coisinhas, mais do que precisávamos. Trouxemos para casa doces e salgados da padaria, chás, manteiga francesa, cookies, semente de girassol, patê de alcachofra com azeitona, guaraná Cruzeiro…
Mas, o mais incrível foi a conversa que eu pude ouvir enquanto aguardava meu pedido ficar pronto, ela se dava entre um casal jovem e um homem de meia idade que além de presentear o casal, lhes dizia que, caso eles precisassem de algo para o trabalho, bastava uma ligação que ele estaria disposto a ajudar em tudo que fosse preciso.
Os gestos, os sorrisos, o tom da conversa me emocionou, muito.
Senti um quentinho no coração.
É Páscoa!
Agora estamos em casa, já, já almoçaremos a lasanha preparada pelo Gui.
Jesus, obrigada pelos ensinamentos.
Deus, obrigada pela vida, pelas oportunidades.
Vamos nos renovar!


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