Bem, vamos lá!
É quarta-feira, o Gui foi trabalhar presencial, e enquanto escrevo também brinco com o Mike, meu “teteim” lindo.
Hoje acordei destruída um pouco de ressaca de tudo, das horas de viagem, do choque cultural-comportamental, do esforço físico, da intoxicação alimentar…
E ainda para completar, tive sonhos estranhos, pesados.
Então, vamos lá, “de volta ao porão com a lanterna na mão”.
No sonho eu tinha por volta de uns 9 anos, e eu possuía consciência que uma pessoa com grau de parentesco próximo, tentava me matar todos os dias, de diferentes formas, porém eu não ligava, e até mesmo gostava de provocar e mostrar que eu sempre conseguia escapar, como se fosse um jogo de gato e rato.
No sonho, eu passava todos os dias na casa de dois outros parentes próximos, um casal, que me dava alimento, e me abastecia do que eu não tinha a nível de suporte emocional. Era como se, durante o tempo que o casal esteve vivo, eu tinha um refúgio, onde eu me restabelecia, e por esse motivo, eu não sentia tanto os malefícios do convívio com o outro ser que queria tirar minha vida.
Ainda no sonho, anos se passaram, e eu finalmente estava conseguindo sair daquele lugar, agora mais velha, minha energia já era muito diferente da menina de 9 anos que diante de uma perseguição, lidava com empolgação, como se fosse um jogo. Eu estava cansada.
Foi quando, ao fechar a porta do carro e ligá-lo para seguir para meu novo destino, uma quarta figura apareceu. Agora, era uma parente distante, ela interrompeu minha saída para dizer que, tinha lido o livro que eu havia publicado, e que a partir desta leitura, ela havia entendido tudo e agora ela concordava comigo e me devia desculpas. Diante da afirmativa, eu não sentia absolutamente nada, na verdade, eu pouco me importava, pois eu finalmente tinha entendido que, a opinião dela não mudava nem meu passado, nem meu futuro, ela era apenas uma comentarista da vida alheia, e somente quem Deus designou a pegar o mesmo barco que eu, que tem o poder de e dar o apoio que eu necessito, o resto, é barulho.
Após acordar, fiquei digerindo o sonho e refleti muito sobre a necessidade, ou não, de ter razão diante de alguém ou algum grupo.
Afinal de contas, o que importa é viver, VIVER BEM, seguir adiante sempre, cuidando da portas da vida, abrindo e fechando, respectivamente, ao que se apresenta como necessário e desnecessário.
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